Zambézia: diálogo nacional inclusivo expõe divergências sobre voto eletrónico e poderes presidenciais

As consultas abrangeram 20 distritos, com exceção de Chinde e Luabo, onde as condições hidrológicas dificultaram o acesso. Ainda assim, a comissão organizadora considera que o processo permitiu recolher diferentes sensibilidades da população sobre temas considerados estruturantes para o país.
No domínio eleitoral, não houve consenso. Alguns participantes defenderam a adopção do voto eletrónico como forma de modernizar o sistema, enquanto outros preferem manter o modelo de voto impresso. No entanto, houve concordância quanto à necessidade de reduzir o número de dias de votação.
Em relação aos poderes presidenciais, o debate centrou-se na possibilidade de limitar competências, especialmente na nomeação de reitores e magistrados. Enquanto uma parte defende maior separação de poderes, outra considera essencial manter essas prerrogativas para assegurar o controlo institucional.
O diálogo abordou ainda a revisão das leis de florestas e minas, com propostas que incluem maior descentralização na emissão de licenças e a obrigatoriedade de responsabilidade social por parte das empresas. A terceira fase do diálogo nacional inclusivo deverá arrancar nos próximos dias, com o objectivo de consolidar os contributos recolhidos.
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