Vítimas de cheias em Xai-Xai protestam contra desvio de ajuda humanitária
“Desvio de ajuda humanitária expõe falhas no sistema”
"Desviaram cobertores e alimentos. Vimos seguranças a esconderem produtos", denunciou Safelina Vilanculos, uma das acomodadas, expressando indignação face à situação. O porta-voz do Centro Operativo de Emergência em Xai-Xai, Marcelino Biza, reconheceu a possibilidade de desvios pontuais, mas garantiu que o caso está sob investigação e rejeitou a ideia de um esquema generalizado.
A situação em Xai-Xai é crítica, com mais de 1.900 famílias abrigadas no Centro de Acomodação de Artes e Ofícios, que perderam as suas casas devido às inundações. Os relatos apontam para escassez de alimentos, falta de mantas, fraldas e outros bens essenciais.
Os manifestantes contestam a decisão de desactivar o centro de acomodação a partir desta segunda-feira, alegando que ainda não existem condições para o regresso às zonas de origem, muitas das quais continuam inundadas. "Pedimos ao Governo que venha ver a nossa realidade. Perdemos tudo e ainda não temos para onde voltar", afirmou Lídia Mazuze.
A situação em Xai-Xai é um exemplo da vulnerabilidade das comunidades afetadas pelas cheias em Moçambique, que enfrentam desafios significativos para reconstruir as suas vidas e comunidades.
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Fonte: O País – A verdade como notícia