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Segurança

Testemunha relata últimos momentos do coordenador político do ANAMOLA baleado em Chimoio

José Albano Xavier, que acompanhava o coordenador político do partido ANAMOLA morto a tiro em Chimoio, descreveu os momentos de tensão vividos durante o ataque ocorrido na zona da Madrinha, nas proximidades da Estrada Nacional Número Seis. Segundo o depoimento, os ocupantes de uma viatura aproximaram-se inesperadamente e abriram fogo contra Anselmo, identificado como coordenador político do partido na cidade. Xavier afirmou que não conseguiu identificar a matrícula nem os rostos dos atacantes devido à rapidez da acção. O coordenador ainda foi levado com vida ao Hospital Provincial de Chimoio, mas acabou por não resistir aos ferimentos.
Publicado às 16:20 • 10/05/2026
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Testemunha relata últimos momentos do coordenador político do ANAMOLA baleado em Chimoio
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No testemunho, José Albano Xavier explicou que tudo aconteceu quando regressavam de uma deslocação na cidade. “As pessoas abriram o vidro do carro e não mostraram as caras”, relatou. Segundo a testemunha, o ataque ocorreu num momento de trânsito lento provocado por congestionamento na via. Xavier contou ainda que uma viatura policial apareceu posteriormente para prestar socorro, mas a vítima já se encontrava em estado crítico devido à elevada perda de sangue. “Quando chegamos no banco de socorro, veio a falecer”, afirmou durante o depoimento. O sobrevivente disse ter ligado imediatamente para dirigentes do partido após o baleamento.

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José Albano Xavier afirmou igualmente que não conseguiu determinar quantas pessoas estavam dentro da viatura usada pelos atacantes nem o número exacto de disparos efectuados. O depoimento reforça o clima de incerteza em torno das circunstâncias do homicídio, que continua sem esclarecimento oficial por parte das autoridades. A Polícia da República de Moçambique (PRM) ainda não confirmou detalhes adicionais sobre o caso e limitou-se a informar que poderá pronunciar-se nos próximos dias. O SERNIC deverá assumir parte das investigações para identificar autores e motivações do crime. O assassinato continua a gerar forte repercussão política e social em Chimoio.

O homicídio do coordenador político do ANAMOLA aumentou preocupações relacionadas com violência armada e segurança de figuras partidárias no país. Analistas consideram que o testemunho do sobrevivente poderá tornar-se peça importante para as investigações em curso. O caso também começou a alimentar debates públicos sobre insegurança política e protecção de actores partidários locais. A morte do dirigente provocou forte comoção entre membros do partido e simpatizantes da organização política. O ambiente em Chimoio permanece marcado por tensão e pedidos de esclarecimento rápido por parte das autoridades.

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Para detalhes minuciosos, consulte a fonte oficial

Fonte: Redação Voz do Índico
Análise Exclusiva Voz do Índico

Na perspetiva da Voz do Índico, o depoimento de José Albano Xavier acrescenta novos elementos emocionais e humanos ao assassinato do coordenador político do ANAMOLA em Chimoio. O relato reforça o clima de insegurança e vulnerabilidade vivido por actores políticos locais num contexto marcado por crescente tensão pública. A ausência de esclarecimentos rápidos por parte das autoridades tende igualmente a aumentar especulações e desconfiança social. O caso deverá continuar a gerar pressão política e mediática sobre os órgãos de investigação criminal para identificação dos responsáveis e esclarecimento completo das circunstâncias do homicídio.

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