
Testemunha relata últimos momentos do coordenador político do ANAMOLA baleado em Chimoio

No testemunho, José Albano Xavier explicou que tudo aconteceu quando regressavam de uma deslocação na cidade. “As pessoas abriram o vidro do carro e não mostraram as caras”, relatou. Segundo a testemunha, o ataque ocorreu num momento de trânsito lento provocado por congestionamento na via. Xavier contou ainda que uma viatura policial apareceu posteriormente para prestar socorro, mas a vítima já se encontrava em estado crítico devido à elevada perda de sangue. “Quando chegamos no banco de socorro, veio a falecer”, afirmou durante o depoimento. O sobrevivente disse ter ligado imediatamente para dirigentes do partido após o baleamento.
José Albano Xavier afirmou igualmente que não conseguiu determinar quantas pessoas estavam dentro da viatura usada pelos atacantes nem o número exacto de disparos efectuados. O depoimento reforça o clima de incerteza em torno das circunstâncias do homicídio, que continua sem esclarecimento oficial por parte das autoridades. A Polícia da República de Moçambique (PRM) ainda não confirmou detalhes adicionais sobre o caso e limitou-se a informar que poderá pronunciar-se nos próximos dias. O SERNIC deverá assumir parte das investigações para identificar autores e motivações do crime. O assassinato continua a gerar forte repercussão política e social em Chimoio.
O homicídio do coordenador político do ANAMOLA aumentou preocupações relacionadas com violência armada e segurança de figuras partidárias no país. Analistas consideram que o testemunho do sobrevivente poderá tornar-se peça importante para as investigações em curso. O caso também começou a alimentar debates públicos sobre insegurança política e protecção de actores partidários locais. A morte do dirigente provocou forte comoção entre membros do partido e simpatizantes da organização política. O ambiente em Chimoio permanece marcado por tensão e pedidos de esclarecimento rápido por parte das autoridades.
Para detalhes minuciosos, consulte a fonte oficial
Na perspetiva da Voz do Índico, o depoimento de José Albano Xavier acrescenta novos elementos emocionais e humanos ao assassinato do coordenador político do ANAMOLA em Chimoio. O relato reforça o clima de insegurança e vulnerabilidade vivido por actores políticos locais num contexto marcado por crescente tensão pública. A ausência de esclarecimentos rápidos por parte das autoridades tende igualmente a aumentar especulações e desconfiança social. O caso deverá continuar a gerar pressão política e mediática sobre os órgãos de investigação criminal para identificação dos responsáveis e esclarecimento completo das circunstâncias do homicídio.