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Saúde

Serpentário moçambicano reergue-se após destruição das manifestações

A Universidade Eduardo Mondlane (UEM) reabriu o serpentário da Faculdade de Veterinária, na cidade de Maputo, depois de a infraestrutura ter sido vandalizada durante as manifestações pós-eleitorais de 2024. O espaço foi recuperado com financiamento do Governo de Itália, através da Agência Italiana de Cooperação para o Desenvolvimento (AICS), e passa agora a desempenhar um papel estratégico na investigação científica e na futura produção de soro antiofídico em Moçambique.
Publicado às 09:05 • 29/06/2026
Serpentário moçambicano reergue-se após destruição das manifestações
Resumo da Notícia

Com a reabertura, a universidade pretende reunir cerca de mil serpentes para extrair veneno e desenvolver, futuramente, um soro destinado ao tratamento de vítimas de mordeduras de cobras. O objetivo é reduzir a dependência da importação deste medicamento, atualmente adquirido no estrangeiro a custos elevados.

Segundo Samuel Bila, responsável pelo serpentário, o espaço alberga atualmente quatro cobras pertencentes a três espécies, mas tem capacidade para mais de 600 animais. A captura de serpentes decorre de forma gradual, permitindo que os animais passem por um período de quarentena antes de integrarem o serpentário.

Enquanto a produção nacional não for possível, a universidade prevê extrair e liofilizar o veneno das serpentes para posterior envio à África do Sul, onde existem laboratórios capazes de fabricar o soro antiofídico.

Além da investigação científica, a UEM pretende colaborar com o Ministério da Saúde para melhorar a resposta aos casos de mordeduras de serpentes e contribuir para a redução da mortalidade causada por acidentes ofídicos no país.

Para detalhes minuciosos, consulte a fonte oficial

Fonte: Notícias ao Minuto

Edição e Verificação Editorial

Equipe Editorial Voz do ÍndicoIA + Revisão Humana
Análise Exclusiva Voz do Índico

A reabertura do serpentário da UEM é um passo importante para a produção de soro antiofídico em Moçambique, visando salvar vidas humanas e animais.

A falta de soro para combater os efeitos das mordeduras de cobras é um problema grave no país, e a iniciativa do serpentário pode ajudar a resolver essa questão.

No entanto, a falta de financiamento e a necessidade de apoios para apetrechar o serpentário são desafios que precisam ser superados.

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