
Empresários moçambicanos alertam para riscos de irregularidades nos combustíveis

O presidente da CTA, Álvaro Massingue, afirmou que as empresas enfrentam um período de "alta tensão", sublinhando que a economia necessita de recuperar e que a falta de regularidade no abastecimento constitui um obstáculo à produção e ao crescimento económico.
"A economia precisa de recuperar. Os empresários têm a missão de retomar e acelerar o passo para que voltemos a produzir e melhorar os índices da nossa economia. Por sorte continuamos a ter o mínimo para podermos circular, mas a preocupação continua porque enquanto persistirem os conflitos nós estamos sujeitos a correr esse risco", declarou.
Álvaro Massingue acrescentou que os combustíveis continuam a ser um recurso difícil de substituir, apesar dos esforços para promover o uso do gás veicular. Segundo o dirigente empresarial, a normalização do abastecimento dependerá da redução das tensões internacionais que afetam o mercado energético.
As declarações surgem numa altura em que várias regiões do país registaram escassez de gasolina e gasóleo, originando longas filas nos postos de abastecimento e dificuldades para consumidores e empresas. Em algumas zonas, a situação levou ao crescimento da venda informal de combustíveis.
Na última sexta-feira, cinco pessoas perderam a vida na sequência da explosão de um recipiente com combustível armazenado numa residência no distrito de Mocuba, província da Zambézia. O produto destinava-se alegadamente à venda informal, prática que aumentou devido às dificuldades de abastecimento.
Em maio, o Governo aprovou uma atualização dos preços dos combustíveis, aumentando o preço do gasóleo em 45,5% e o da gasolina em 12,1%, justificando a medida com a evolução dos preços nos mercados internacionais.
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Edição e Verificação Editorial
Na perspetiva da Voz do Índico, a instabilidade no abastecimento de combustíveis representa um desafio significativo para a recuperação económica de Moçambique, afetando empresas, transportes e o custo de vida da população.
A situação demonstra também como conflitos internacionais podem produzir efeitos diretos sobre economias dependentes da importação de combustíveis.
A Voz do Índico considera que garantir um abastecimento estável e reforçar mecanismos de prevenção de crises será fundamental para proteger a atividade económica e reduzir os impactos sobre os cidadãos.