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Internacional

Retorno de refugiados sudaneses: ONU estima dois milhões de regressos este ano

A Organização das Nações Unidas (ONU) estima que cerca de dois milhões de sudaneses deslocados pela guerra civil no Sudão possam regressar a casa até ao fim do ano. Esta estimativa é baseada na melhoria da segurança em zonas como a capital Cartum, onde o conflito abrandou.
Publicado em 21/04/2026
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Retorno de refugiados sudaneses: ONU estima dois milhões de regressos este ano
Análise Detalhada

A guerra civil no Sudão, que começou em abril de 2023, deslocou cerca de nove milhões de pessoas internamente e provocou a fuga de quatro milhões para países vizinhos. A subdirectora-geral da Organização Internacional para as Migrações (OIM), SungAh Lee, destacou que muitos regressam porque acreditam que a segurança melhorou, mas outros o fazem devido a pressões económicas.

"Muitos regressam porque acreditam que a segurança melhorou, mas outros o fazem porque a vida como deslocados se tornou insuportável devido a pressões económicas", disse SungAh Lee. A OIM solicitou 170 milhões de dólares para atender às necessidades humanitárias no Sudão, mas até agora recebeu apenas 70 milhões de dólares.

O conflito no Sudão teve um impacto devastador nas infra-estruturas críticas, como o abastecimento de água, saúde e electricidade. A reconstrução destas infra-estruturas é essencial para o retorno seguro e sustentável dos deslocados. Além disso, a guerra afetou gravemente os sistemas de rega no estado de Al-Jazira, uma das principais regiões agrícolas do país.

A comunidade internacional deve prestar atenção ao apelo da ONU para investir na reconstrução do Sudão e apoiar o retorno seguro e sustentável dos deslocados. A estabilidade no Sudão é crucial para a segurança regional e a prosperidade económica em África.

Para detalhes minuciosos, consulte a fonte oficial

Fonte: O País – A verdade como notícia
Análise Exclusiva Voz do Índico
Na perspetiva da Voz do Índico, o retorno de refugiados sudaneses é um desafio complexo que requer uma abordagem coordenada e sustentável. A comunidade internacional deve aprender com experiências passadas de reconstrução e desenvolvimento em África, como o caso de Moçambique após a guerra civil, para garantir que o apoio humanitário seja eficaz e duradouro. Além disso, é fundamental que sejam tomadas medidas para prevenir futuros conflitos e promover a estabilidade política e económica na região.
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