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Internacional

Negociações de paz com EUA avançam, mas acordo “ainda está longe”, diz parlamento iraniano

As negociações de paz entre o Irão e os Estados Unidos registaram avanços recentes, mas um acordo final continua distante, segundo declarou o presidente do parlamento iraniano, Mohammad Bagher Ghalibaf. Em entrevista à televisão estatal, o responsável afirmou que “ainda estamos longe de ter concluído o debate”, apesar dos progressos alcançados nas últimas rondas de diálogo.
Publicado em 19/04/2026
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Negociações de paz com EUA avançam, mas acordo “ainda está longe”, diz parlamento iraniano
Análise Detalhada

Os encontros mais recentes decorreram nos dias 11 e 12 de abril, em Islamabad, no Paquistão, e contaram com a participação de delegações de alto nível dos dois países, incluindo o vice-presidente norte-americano JD Vance. Ghalibaf destacou que “fizemos progressos nas negociações, mas subsistem muitas divergências e alguns pontos fundamentais continuam em aberto”, indicando que os principais obstáculos ainda não foram superados.

Durante as conversações, o lado iraniano reforçou a sua desconfiança em relação a Washington. “Não temos absolutamente nenhuma confiança nos Estados Unidos”, afirmou, acrescentando que cabe aos norte-americanos “tomar a decisão de conquistar a confiança do povo iraniano” e abandonar uma postura que classificou como unilateral e impositiva.

O dirigente iraniano abordou também o atual cessar-fogo de duas semanas, em vigor desde 8 de abril, afirmando que Teerão aceitou a trégua a pedido dos Estados Unidos. “Se aceitámos o cessar-fogo, foi porque eles aceitaram os nossos pedidos”, disse, sublinhando ainda que, segundo a visão iraniana, o país mantinha vantagem no terreno no momento da suspensão das hostilidades.

Para detalhes minuciosos, consulte a fonte oficial

Fonte: Notícas ao Minuto
Análise Exclusiva Voz do Índico
As declarações de Ghalibaf mostram um cenário típico de negociações sensíveis: há avanços formais, mas a confiança entre as partes continua praticamente inexistente. Quando um dos lados afirma abertamente que “não tem absolutamente nenhuma confiança”, fica claro que o processo está mais sustentado por necessidade estratégica do que por vontade política genuína. Isso significa que qualquer acordo, mesmo que venha a ser alcançado, será frágil e sujeito a rupturas rápidas. Ao mesmo tempo, o discurso iraniano de que aceitou o cessar-fogo numa posição de força indica uma tentativa de reforçar a sua posição interna e externa, numa negociação onde narrativa e percepção pública são tão importantes quanto os termos reais do acordo.
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