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Política

Mondlane denuncia fraude eleitoral e repressão violenta durante cimeira internacional

Análise da notícia

Denúncias internacionais expõem crise de legitimidade e pressão externa sobre instituições moçambicanas

O líder do partido ANAMOLA, Venâncio Mondlane, denunciou alegadas irregularidades graves nas eleições presidenciais de 2024 durante a sua intervenção na Cimeira RenewPAC, em Marrocos. Segundo o político, os resultados oficiais não reflectem a vontade popular, afirmando ter obtido cerca de 65% dos votos, acusando o regime de manipular tanto a administração eleitoral como o sistema judicial. As declarações colocam novamente o processo eleitoral moçambicano sob escrutínio internacional.
Publicado em 12/04/2026
Mondlane denuncia fraude eleitoral e repressão violenta durante cimeira internacional
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Durante o seu discurso, Mondlane relatou episódios de violência associados ao período pós-eleitoral, incluindo o assassinato do seu advogado. “Eles usaram algo que chamam de esquadrão da morte para perseguir e matar opositores… mataram o meu advogado com 25 tiros na rua”, afirmou, apontando para a existência de estruturas organizadas de repressão política.

O líder político explicou ainda que, após o assassinato, convocou manifestações pacíficas para denunciar o caso, tendo alegadamente sido alvo de uma tentativa de homicídio dias depois. Perante o risco, afirmou ter sido forçado a exilar-se durante três meses, período em que continuou a mobilizar apoiantes através de comunicações à distância.

Mondlane denunciou também uma resposta violenta por parte das autoridades às manifestações, alegando a morte de mais de 500 pessoas, centenas de feridos e milhares de detenções. Segundo o próprio, cerca de 3.000 cidadãos encontram-se actualmente presos por motivações políticas, o que, na sua visão, demonstra um padrão de repressão sistemática.

As declarações, feitas num palco internacional, poderão intensificar a pressão externa sobre o país e reacender o debate interno sobre transparência eleitoral, direitos humanos e funcionamento das instituições. Até ao momento, não houve reacção oficial das autoridades moçambicanas às acusações apresentadas.

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Fonte: Redação Voz do Índico
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