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Sociedade

Moçambique Registra Janeiro Mais Húmido e Fevereiro Mais Seco em 46 Anos

O Instituto Nacional de Meteorologia (Inam) de Moçambique informou que o país registrou um janeiro mais húmido e um fevereiro mais seco em 46 anos. As chuvas extremas em janeiro causaram cheias urbanas e inundações graves em algumas áreas, enquanto em fevereiro, o cenário se invertou com uma estiagem acentuada e défice crítico de precipitação na zona sul e centro de Moçambique.
Publicado às 01:38 • 28/06/2026
Moçambique Registra Janeiro Mais Húmido e Fevereiro Mais Seco em 46 Anos
Resumo da Notícia

A região sul de Moçambique e o centro da província de Tete registaram chuvas extremas em janeiro, com consequentes cheias urbanas e inundações graves nas bacias hidrográficas do Umbeluzi, Incomati, Limpopo, Save e Búzi. Já em fevereiro, o registo de uma estiagem acentuada e um défice crítico de precipitação na zona sul e centro de Moçambique pode ter condicionado o desenvolvimento das culturas e pasto devido ao stress hídrico.

As províncias de Manica, Tete e Zambézia, no centro, registaram queda normal de chuvas. A última época das chuvas em Moçambique matou 314 pessoas, afetou mais de 1,078 milhões de pessoas e atingiu quase 260 mil casas.

O Governo moçambicano desativou em 09 de junho o alerta vermelho para as chuvas, que vigorava desde 16 de janeiro, decretado então devido às cheias generalizadas que provocaram pelo menos 43 mortos. O segundo alerta mais elevado, laranja, está agora em vigor.

A última época das chuvas em Moçambique corresponde a 249.053 famílias afetadas neste período em todo o país. Há também registo de 19 pessoas ainda desaparecidas e 361 feridos. Nesta época das chuvas, 211.655 casas foram inundadas, 15.616 casas foram totalmente destruídas e 31.081 parcialmente destruídas.

Para detalhes minuciosos, consulte a fonte oficial

Fonte: Notícias ao Minuto

Edição e Verificação Editorial

Equipe Editorial Voz do ÍndicoIA + Revisão Humana
Análise Exclusiva Voz do Índico

Na perspetiva da Voz do Índico, os factos apontam para um cenário de grande irregularidade climática em Moçambique, com consequências graves para a população e a economia do país. A combinação de chuvas extremas e estiagem acentuada pode ter impactos significativos na agricultura e na segurança alimentar.

OPINIÃO: A situação climática em Moçambique é um exemplo claro das consequências das mudanças climáticas globais. É fundamental que o Governo e a sociedade civil trabalhem juntos para desenvolver estratégias de adaptação e mitigação para minimizar os impactos desses eventos climáticos extremos.

FACTOS: - Janeiro mais húmido em 46 anos - Fevereiro mais seco em 46 anos - Chuvas extremas em janeiro causaram cheias urbanas e inundações graves - Estiagem acentuada em fevereiro pode ter condicionado o desenvolvimento das culturas e pasto - 314 mortos, mais de 1,078 milhões de pessoas afetadas e quase 260 mil casas atingidas - 19 pessoas desaparecidas e 361 feridos - 211.655 casas inundadas, 15.616 casas totalmente destruídas e 31.081 parcialmente destruídas

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