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Segurança

Moçambique quer fortalecer capacidade policial de travar desinformação

O secretário permanente do Ministério do Interior, Victor Canhemba, defendeu a necessidade de fortalecer a capacidade institucional de resposta rápida à desinformação, às notícias falsas e às campanhas de manipulação da opinião pública. Isso ocorre num contexto em que o crime organizado e transnacional recorre a tecnologias de informação, além dos crimes cibernéticos e a desinformação. A última onda de desinformação em Moçambique ocorreu nos meses de abril, quando boatos relativos a superstições sobre o alegado atrofiamento, encolhimento e até desaparecimento de órgãos genitais tiveram início na província de Cabo Delgado, tendo-se posteriormente espalhado para outras regiões do país e para as redes sociais.
Publicado às 14:58 • 29/06/2026
Moçambique quer fortalecer capacidade policial de travar desinformação
Resumo da Notícia

A polícia moçambicana quer aposta no domínio de ferramentas digitais, comunicação em cenários de crise, gestão de redes sociais, análise de dados, monitorização mediática e produção multimédia, prometendo fortalecer a cibersegurança e a capacidade operacional das instituições de defesa. O secretário permanente do Ministério do Interior pediu uma comunicação coordenada e integrada face a estes crimes, defendendo que os comunicadores da polícia atuem como agentes de estabilidade social e porta-vozes da verdade institucional.

Victor Canhemba quer ver os comunicadores da polícia a adotarem uma postura de permanente atenção ao ambiente informacional, acompanhando tendências, perceções públicas sobre matérias e conteúdos de interesse institucional que circulam nos diferentes órgãos de comunicação social e nas redes sociais. Além disso, pediu aposta contínua na formação técnica e académica dos profissionais, visando a melhoria das suas habilidades.

A última onda de desinformação em Moçambique teve consequências graves, com pelo menos 55 pessoas mortas e 111 feridas em atos de violência registados associados a boatos sobre o suposto desaparecimento de órgãos genitais masculinos. O comandante-geral da Polícia da República de Moçambique (PRM), Joaquim Sive, noticiou esses números em 11 de maio.

O secretário permanente do Ministério do Interior defendeu que uma informação mal gerida pode gerar pânico, especulação, desinformação e descrédito institucional. Por outro lado, uma comunicação responsável, transparente e oportuna fortalece a confiança entre o Estado e os cidadãos a quem juramos servir.

Para detalhes minuciosos, consulte a fonte oficial

Fonte: Notícias ao Minuto

Edição e Verificação Editorial

Equipe Editorial Voz do ÍndicoIA + Revisão Humana
Análise Exclusiva Voz do Índico

A notícia destaca a importância de uma comunicação eficaz e responsável por parte das instituições de defesa em Moçambique, especialmente em face da desinformação e do crime organizado. A aposta no domínio de ferramentas digitais e na formação técnica e académica dos profissionais é fundamental para fortalecer a capacidade institucional de resposta rápida à desinformação..

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