
Instituições financeiras moçambicanas têm 60 minutos para comunicar falhas

Além disso, as instituições devem monitorizar continuamente a ligação ao sistema e prestar informação em tempo real sobre o estado de ligação à Rede Única Nacional.
O regime visa reforçar as regras de funcionamento e implementação da ligação dos sistemas bancários à rede nacional, num contexto de crescente utilização de meios eletrónicos e necessidade de maior controlo sobre a disponibilidade e segurança dos serviços.
A ligação à rede única é obrigatória para a atividade e as instituições devem assegurar essa integração como condição de início de prestação de produtos e serviços de pagamento eletrónico.
A medida abrange toda a infraestrutura de pagamentos, exigindo que os terminais de pagamento eletrónico sejam instalados através da Rede Única Nacional, centralizando o processamento de operações realizadas em caixas automáticas, terminais de pagamento e outros canais eletrónicos.
As instituições devem manter planos de continuidade de negócio e recuperação de desastres, com testes obrigatórios realizados anualmente, cujos resultados devem ser comunicados ao banco central.
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Edição e Verificação Editorial
Na perspetiva da Voz do Índico, o novo regime estabelecido pelo Banco de Moçambique é um passo importante para reforçar a segurança e a disponibilidade dos serviços de pagamento eletrónico em Moçambique.
A medida demonstra a preocupação do banco central em garantir a estabilidade e a confiança no sistema financeiro, especialmente num contexto de crescente utilização de meios eletrónicos.
A ligação à rede única é uma condição necessária para a prestação de produtos e serviços de pagamento eletrónico, e a exigência de monitorização contínua da ligação ao sistema e de prestação de informação em tempo real sobre o estado de ligação à Rede Única Nacional é fundamental para garantir a disponibilidade e a segurança dos serviços.
No entanto, a implementação do novo regime pode enfrentar desafios, especialmente em termos de capacidade técnica e de recursos humanos das instituições financeiras.
É fundamental que o banco central forneça apoio e orientação às instituições financeiras para garantir a implementação eficaz do novo regime e minimizar os riscos associados à transição.
Além disso, a medida deve ser acompanhada de uma campanha de conscientização para os consumidores sobre a importância da segurança e da disponibilidade dos serviços de pagamento eletrónico, e sobre as medidas que podem ser tomadas para proteger os seus dados e transações.
Em resumo, o novo regime estabelecido pelo Banco de Moçambique é um passo importante para reforçar a segurança e a disponibilidade dos serviços de pagamento eletrónico em Moçambique, e demonstra a preocupação do banco central em garantir a estabilidade e a confiança no sistema financeiro.