Governo lança autocarros escolares com tarifa subsidiada para aliviar transporte em Maputo

No total, o Governo prevê a aquisição de cerca de 190 autocarros, dos quais 40 serão especificamente destinados ao transporte escolar. Os restantes veículos serão distribuídos para reforçar o sistema público geral, sob gestão municipal. O serviço piloto abrangerá cinco autarquias: Cidade de Maputo, Matola, Boane, Marracuene e Matola Rio. A operação será assegurada por um operador seleccionado através de concurso público, com experiência no sector, no âmbito do projecto Metrobus. O modelo inclui integração modal entre transporte rodoviário e ferroviário, reforçando a conectividade urbana.
Segundo a Agência Metropolitana de Transportes, o sistema contará com uma tarifa fixada em 12 meticais, sendo o diferencial suportado pelo Estado. “A tarifa é subsidiada, o Governo vai cobrir o défice para garantir acessibilidade aos estudantes”, indicou a entidade responsável. O serviço será diferenciado, evitando paragens convencionais para não interferir com o transporte geral de passageiros. Os autocarros estarão também integrados numa plataforma digital que permitirá aos utilizadores acompanhar horários e localização. A medida pretende introduzir maior organização e previsibilidade no sistema.
A iniciativa enquadra-se numa estratégia mais ampla de modernização dos transportes urbanos em Moçambique, num contexto de forte crescimento populacional nas áreas metropolitanas. Nos últimos anos, a insuficiência de meios de transporte tem sido um dos principais desafios enfrentados pelos cidadãos, especialmente estudantes. A aposta em soluções dedicadas não é inédita na região da SADC, onde cidades como Joanesburgo e Nairobi já testaram modelos semelhantes. A introdução de autocarros movidos a gás natural (GNV) reflecte ainda a estratégia nacional de transição energética. O objectivo é reduzir a dependência de combustíveis líquidos e mitigar impactos de crises recentes no sector.
Com a implementação do projecto prevista até à primeira quinzena de Maio, espera-se uma melhoria gradual na mobilidade urbana e uma redução da pressão sobre os transportes informais. A médio prazo, o sucesso da fase piloto poderá ditar a expansão do modelo para outras regiões do país. O impacto económico inclui redução de custos de deslocação para famílias e maior eficiência no sistema urbano. No entanto, desafios operacionais e de gestão poderão influenciar os resultados. A monitorização contínua será essencial para garantir sustentabilidade.
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