
Governo exige investigação aos assassinatos de membros do ANAMOLA

Segundo o Governo, ninguém tem o direito de tirar a vida de outro cidadão, apelando igualmente à calma enquanto decorrem investigações para apurar as motivações dos homicídios. Inocêncio Impissa afirmou que o Executivo “repudia” estes actos e garantiu que continuará a pressionar as autoridades competentes para identificação e responsabilização dos culpados.
As declarações surgem depois da confirmação de mais um homicídio de um membro do ANAMOLA na província de Gaza. O caso mais recente ocorreu no distrito de Massangena, poucos dias após o assassinato de Anselmo Vicente, coordenador do partido no Chimoio, atingido mortalmente a tiro quando regressava de uma reunião partidária.
Na semana passada, Venâncio Mondlane denunciou publicamente o alegado assassinato de 56 membros ligados ao seu projecto político, além de centenas de casos de violência, agressões e intimidação contra apoiantes do ANAMOLA. O político afirmou que os ataques representam uma resposta ao crescimento da influência social e política do partido em diferentes regiões do país.
Mondlane voltou igualmente à Procuradoria-Geral da República para apresentar uma denúncia actualizada sobre alegada perseguição política contra membros do partido. O líder do ANAMOLA tem defendido manifestações pacíficas e acções de protesto simbólicas contra os episódios de violência política registados nos últimos meses.
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Na visão da Voz do Índico, a posição pública do Governo representa um sinal politicamente relevante num contexto de crescente tensão em torno da violência associada ao ANAMOLA. O facto de o Executivo repudiar oficialmente os assassinatos procura reduzir percepções de tolerância institucional perante episódios de intimidação política. Contudo, o impacto real dependerá da capacidade das autoridades apresentarem resultados concretos das investigações. Em Moçambique, casos de violência política historicamente sensíveis muitas vezes acabam envoltos em suspeitas, impunidade ou forte polarização partidária. O agravamento deste clima poderá aumentar instabilidade política e aprofundar desconfiança entre forças políticas e sociedade civil num período já marcado por elevada tensão pós-eleitoral.