Economistas moçambicanos alertam para riscos no uso de reservas externas

Segundo Júlio Saramala, “Pode parecer uma decisão financeiramente estratégica a curto prazo, sobretudo do ponto de vista da reputação internacional, mas envolve riscos significativos para economias”. A análise foi feita no programa O País Económico da STV, onde os economistas convergiram na ideia de que a medida do Executivo, embora compreensível sob o ponto de vista reputacional, levanta sérias reservas quanto à sua racionalidade técnica no actual contexto económico nacional.
Moçambique dispõe actualmente de cerca de 4,1 mil milhões de dólares em Reservas Internacionais Líquidas, segundo dados do Banco de Moçambique, um nível que garante entre quatro a cinco meses de cobertura de importações, por exemplo em situações de crise, considerado o mínimo aceitável por padrões internacionais.
A decisão do Governo pode ter implicações significativas para a economia moçambicana, especialmente em termos de estabilidade macroeconómica e acesso a financiamento externo.
O uso destas reservas deve ser analisado com cautela, tendo em conta a vulnerabilidade estrutural da economia moçambicana, e os economistas defendem que o Governo deve considerar alternativas para garantir a estabilidade económica do país.
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Fonte: O País – A verdade como notícia