
Crises climáticas e económicas expõem fragilidades do sistema alimentar em Moçambique

O governante advertiu ainda que a fome não deve ser encarada como um fenómeno inevitável, defendendo mudanças profundas nos modelos de produção e distribuição alimentar. Segundo Macuácua, a agroecologia apresenta-se como uma alternativa sustentável para enfrentar os desafios impostos pelas alterações climáticas, promovendo simultaneamente a protecção ambiental, a produção de alimentos saudáveis e o fortalecimento das comunidades rurais.
Durante o XI Congresso Internacional de Agroecologia, especialistas destacaram os desafios específicos enfrentados por Moçambique no domínio da gestão dos recursos hídricos. O director-geral do Instituto Superior Politécnico de Gaza, Mário Tauzene, sublinhou a vulnerabilidade do país aos fenómenos climáticos extremos.
Especialistas internacionais presentes no congresso também apelaram à valorização dos recursos naturais e à adopção de modelos agrícolas mais sustentáveis. Xavier Fernandez, da Universidade de Vigo, em Espanha, considerou que Moçambique dispõe de condições favoráveis para alcançar maior autonomia alimentar.
Por sua vez, Emma Siliprandi, da Universidade da Andaluzia, defendeu uma aposta mais consistente na agricultura ecológica como instrumento para alcançar a soberania alimentar.
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Edição e Verificação Editorial
Na perspetiva da Voz do Índico, o significado estratégico das crises climáticas e económicas em Moçambique é claro: a fome e a insegurança alimentar são resultado de um sistema alimentar industrial extrativista e mercantilizado, focado no lucro de poucos e na destruição de muitos.
É necessário um cambio profundo nos modelos de produção e distribuição alimentar, apostando na agroecologia como alternativa sustentável.
A valorização dos recursos naturais e a adopção de modelos agrícolas mais sustentáveis são fundamentais para alcançar a soberania alimentar em Moçambique.
O país dispõe de condições favoráveis para alcançar maior autonomia alimentar, mas é necessário um esforço concertado por parte do Governo, do sector privado e da sociedade civil para mudar o paradigma actual.
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