
Crescimento económico moçambicano previsto em 2,1% para 2026

A instituição financeira africana destaca que a recuperação do sector extractivo poderá contribuir para o aumento das exportações e para a dinamização de outros sectores da economia nacional, incluindo transportes, serviços, construção civil e comércio. A previsão para 2026 representa um aumento de 0,2 pontos percentuais em relação ao crescimento estimado para o ano de 2025, reflectindo uma melhoria gradual do ambiente macroeconómico. O BAD prevê, também, uma desaceleração da inflação para uma média de 5,7% entre 2026 e 2027.
O aumento das importações será "impulsionado pela maior produção de gás natural liquefeito e minerais", situação que poderá exercer pressão sobre as reservas internacionais e sobre o equilíbrio externo da economia. Entre os principais riscos para a economia moçambicana, o BAD destaca os choques climáticos, a instabilidade política, as tensões sociais e a insegurança em Cabo Delgado. O défice orçamental deverá atingir 6,4% do Produto Interno Bruto (PIB) em 2026 e aumentar para 7% em 2027.
A redução da inflação poderá aliviar o custo de vida das famílias e criar melhores condições para o consumo privado e para o investimento empresarial. No entanto, o banco alerta para o agravamento das contas públicas moçambicanas, com o défice orçamental a atingir 6,4% do PIB em 2026 e a aumentar para 7% em 2027. As contas externas também deverão enfrentar desafios significativos nos próximos anos, com o défice da conta corrente a aumentar para 28,8% do PIB em 2026 e para 32,7% em 2027.
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Edição e Verificação Editorial
Na perspetiva da Voz do Índico, a previsão do BAD para o crescimento económico moçambicano em 2026 e 2027 é um sinal positivo para a economia do país, que tem enfrentado desafios significativos nos últimos anos.
A retoma do sector extractivo e o aumento do investimento e do consumo privado são fatores importantes para o crescimento económico, e a previsão do BAD reflete a confiança na capacidade do país de superar os desafios e alcançar a estabilidade económica.
No entanto, o agravamento das contas públicas e a pressão sobre as reservas internacionais são desafios que precisam ser enfrentados para garantir a sustentabilidade do crescimento económico.
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