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Economia

Constantino Marrengula aponta escassez de combustível em Maputo e alerta para agravamento da situação

O economista Constantino Marrengula afirmou que há sinais claros de escassez de combustível, sobretudo na cidade e província de Maputo, destacando a dificuldade crescente de abastecimento nas bombas. Segundo explicou, a ausência do produto tem sido evidente no terreno, com várias estações sem disponibilidade para os consumidores.
Publicado em 19/04/2026
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Constantino Marrengula aponta escassez de combustível em Maputo e alerta para agravamento da situação
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“Prefiro pensar que há efetivamente escassez de combustível, porque a gente anda por várias bombas e não encontra combustível”, afirmou, acrescentando que o cenário tem sido marcado pela presença de trabalhadores nas estações apenas a informar que não há produto disponível. “O que a gente encontra são trabalhadores sentados nas estações de combustível, informando-nos que não tem combustível”, disse.

O economista sublinhou ainda que, caso houvesse combustível no sistema, isso seria visível através da sua disponibilidade nas bombas. “Haver combustível… a forma de visibilidade desse combustível naturalmente seria por essa sua disponibilidade nas bombas, mas não é isso que está acontecendo”, reforçou.

Apesar de reconhecer que o problema pode não ser generalizado em todo o país, Marrengula alertou que a situação já apresenta sinais preocupantes na região sul. “Parece que não é um problema geral de todo o país, mas é um problema que me parece estar assumindo contornos relativamente graves ao nível da cidade e da província de Maputo”, concluiu.

Para detalhes minuciosos, consulte a fonte oficial

Fonte: DW Português para África
Análise Exclusiva Voz do Índico
A leitura de Constantino Marrengula aponta para um cenário que vai além de uma simples falha logística pontual, sugerindo uma possível ruptura na cadeia de abastecimento com impacto direto no dia a dia dos cidadãos. Quando a escassez se torna visível nas bombas e persistente no tempo, o problema deixa de ser perceção e passa a ser realidade económica concreta, com efeitos em cascata no transporte, nos preços e na atividade produtiva. Mesmo que localizado, o agravamento em Maputo, principal centro urbano do país, pode rapidamente gerar pressão nacional, sobretudo se não houver comunicação clara e medidas eficazes para estabilizar o abastecimento.
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