
Acidentes rodoviários mataram 25 pessoas numa semana em Moçambique

De acordo com o Inatro, grande parte das infracções detectadas esteve relacionada com excesso de velocidade, condução sob efeito de álcool, excesso de lotação e deficiências mecânicas nas viaturas. Durante a semana analisada, as autoridades registaram 1.327 casos de excesso de velocidade, 225 relacionados com excesso de passageiros, 211 casos de condução sob efeito de álcool e 202 situações envolvendo problemas mecânicos. O instituto anunciou ainda apreensão de 117 cartas de condução no âmbito das operações de fiscalização realizadas em diferentes províncias do país. As autoridades consideram que comportamento imprudente dos condutores continua entre os principais factores por detrás dos acidentes graves registados nas estradas nacionais. O Inatro voltou a apelar à adopção de práticas responsáveis de circulação rodoviária.
O acidente mais grave da semana ocorreu na estrada regional 703, entre os distritos de Nacala-a-Velha e Memba, na província de Nampula. Segundo as autoridades, a viatura envolvida transportava mercadorias quando perdeu controlo durante uma subida, provocando despiste fatal. O Inatro aponta deficiências mecânicas e mau estado da via como principais causas do acidente. O caso provocou forte comoção nacional devido ao elevado número de crianças entre as vítimas mortais. A tragédia reacendeu críticas relacionadas com condições das estradas, fiscalização do transporte de passageiros e circulação de viaturas em estado técnico precário em diferentes regiões do país.
A presidente da Assembleia da República, Margarida Talapa, lamentou publicamente o acidente de Nampula e apelou a uma “reflexão colectiva sobre a segurança rodoviária” em Moçambique. O aumento dos acidentes graves nas estradas nacionais tornou-se uma das maiores preocupações sociais devido ao elevado número de mortes e feridos registados anualmente. Especialistas alertam que a combinação entre excesso de velocidade, transporte irregular de passageiros, deficiências mecânicas e degradação das vias continua a agravar o problema da sinistralidade no país. Organizações ligadas à segurança rodoviária defendem reforço da fiscalização, melhoria das infra-estruturas e campanhas permanentes de educação rodoviária. O tema mantém forte impacto sobre mobilidade, saúde pública e segurança nacional.
O agravamento da sinistralidade poderá aumentar pressão pública sobre o Governo e autoridades rodoviárias para adopção de medidas mais rigorosas de controlo e fiscalização. Analistas consideram que sem investimentos consistentes em estradas, manutenção de viaturas e educação rodoviária será difícil reduzir significativamente o número de acidentes fatais em Moçambique. O transporte de passageiros e mercadorias continua fortemente dependente das vias rodoviárias, aumentando impacto social e económico dos acidentes graves. Especialistas alertam igualmente para necessidade de maior controlo técnico das viaturas que circulam nas estradas nacionais. O elevado número de vítimas registado em apenas uma semana volta a expor fragilidades estruturais da segurança rodoviária moçambicana.
Para detalhes minuciosos, consulte a fonte oficial
Na perspetiva da Voz do Índico, os números divulgados pelo Inatro confirmam que a sinistralidade rodoviária continua a representar uma crise silenciosa em Moçambique. O problema vai muito além do comportamento individual dos condutores e revela fragilidades estruturais ligadas à fiscalização, manutenção das viaturas e estado das infra-estruturas rodoviárias. O acidente de Nampula, que matou 16 pessoas incluindo 11 crianças, mostra de forma dramática o custo humano desta realidade. Sem reformas mais profundas na segurança rodoviária, fiscalização técnica e reabilitação das estradas, tragédias semelhantes continuarão a repetir-se em diferentes regiões do país.